Segunda, 29 Maio 2017
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Interlocução Positiva Junto ao GDF Destaque

A iniciativa privada pode contribuir muito com o governo de Brasília, principalmente na discussão e elaboração de grandes projetos de desenvolvimento econômico. Para isso, é necessária uma interlocução constante com o empresariado. Falo de um diálogo transparente estabelecido com instituições representativas do setor produtivo brasileiro. É importante reconhecer, inclusive, que um primeiro passo no sentido de reforçar esse relacionamento já foi dado pelo governador Rodrigo Rollemberg. Na semana passada, em uma reunião comigo e outros representantes da Fecomércio, o governador deixou clara a sua intenção de contar com o apoio das entidades empresarias.

Durante o encontro, nós apresentamos três iniciativas capazes de municiar o Estado com boas respostas para problemas regionais. Em março, a Fecomércio criou a Câmara Temática de Tecnologia da informação e pretende lançar entre junho e julho deste ano uma Câmara de Turismo e outra específica de articulação de projetos estruturais para o desenvolvimento de Brasília. Esses grupos de trabalho reunirão o empresariado desses setores e terão como finalidade procurar soluções práticas para dificuldades nas áreas de tributação, crédito financiamento, comercialização, formação de recursos humanos e estímulos à inovação.

São câmaras de cunho empresarial que têm como objetivo alavancar a economia brasiliense. Só que para isso, precisarão do apoio político da sociedade e do governo. Hoje, com uma estrutura inchada e burocrática, nós sabemos que o Estado enfrenta muitas dificuldades para tirar os grandes projetos do papel. Esses fóruns podem oferecer a expertise necessária para executar essas ações de forma mais eficiente. Em contrapartida, o empresário ganha agilidade para destravar os seus investimentos e a sociedade é beneficiada com mais geração de emprego e renda. O que nos leva a uma evidente contratação: não é preciso reinventar a roda, o mais importante é fazê-la girar.  Adelmir Santana é presidente do Sistema Fecomércio DF.

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Itens relacionados (por tag)

  • Um Dia Histórico para a TI do Distrito Federal.

    O dia quinze próximo passado entrou pra história do setor de Tecnologia, Informação e Comunicação do Distrito Federal. Nesta data, a Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal - Fecomércio-DF, em parceria e por solicitação do Sindicato das Empresas de Serviços de Informática do Distrito Federal - SINDESEI-DF, criou sua Câmara Temática de Tecnologia da Informação e Comunicação.

    Neste fórum, iremos elencar, priorizar, debater, e propor soluções para os gargalos que impedem e/ou dificultem o desempenho do setor. Tecnologia da Informação é a área de negócios mais transversal da atualidade, uma vez que é meio, suporte, para o melhor funcionamento de todas as demais. Dentro deste cenário, nossa importância estratégica dentro da sociedade é de suma importância, seja em função dos muitos postos de trabalhos que criamos, seja em função do nosso potencial gerador de riquezas e divisas, seja em função das transformações positivas que trazemos para sociedade através da execução de projetos inovadores...

    Dentro deste cenário, uma Câmara Setorial focada em Tecnologia é de fundamental importância, pois através da atuação de seus componentes poderemos de forma coordenada, organizada, coesa e, com o apoio da Fecomércio-DF, buscarmos as melhorias necessárias e que direta e indiretamente trarão impactos positivos tanto para o setor como pra sociedade como um todo.

    O Sindicato das Empresas de Serviços de Informática do Distrito Federal - SINDESEI-DF, a Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação da Confederação Nacional do Comércio, Serviços e Turismo - CBTI-CNC, a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação - ASSESPRO-DF, o Centro de Tecnologia de Software de Brasília - TECSOFT, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE-DF, a Secretaria Adjunta de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal - SECTI-DF e o Banco de Brasília - BRB são as entidades fundadoras. Com certeza traremos mais entes tanto do setor público como do setor privado, enriquecendo e oxigenando as discussões que resultaram nas ações desejadas.

    Ao Presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, nossos parabéns pela visão e reforço de seu compromisso com o setor produtivo do Distrito Federal. Ao Presidente eleito da Câmara Temática de TIC da Fecomércio-DF, Marco Tulio Chaparro, nossos parabéns pela disposição em conduzir nossa iniciativa neste momento crucial: sua estruturação. Aos representantes de todas as entidades que se dispuseram a nos acompanhar nessa missão, além de meus parabéns, meu muito obrigado.

    Vamos em frente, há muito a ser feito!

  • Contra Corrupção

    Analistas políticos e econômicos me diziam, no ano passado, que o Brasil afundaria mais ainda antes de começar uma trajetória de recuperação. Não sei se já chegamos ao fundo do poço totalmente, mas do ponto de vista ético e moral o País está lá. A mais nova delação premiada da Operação Lava Jato atinge não apenas o ex-presidente Lula, como a atual presidente Dilma Rousseff. Ambos têm muito a explicar e resta saber se as autoridades e a população se convencerão das explicações. No momento, o fato é que o Brasil está atolado no maior escândalo de sua história e os cidadãos precisam se unir em torno dessa grande força-tarefa contra a corrupção.

    Esse é um trabalho que precisa ser feito agora. Quando o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do DF e Territórios, Leonardo Bessa, e a promotora Luciana Asper me convidaram, ano passado, para apoiar a campanha 10 Medidas Contra a Corrupção, a adesão da Federação do Comércio foi imediata. Provavelmente, eu não verei os resultados dessa iniciativa, mas a minha expectativa é deixar um País melhor para os meus netos e bisnetos. Um País livre de corrupção. Movidos por esse ideal, fomos às ruas recolher assinaturas a favor de um projeto de lei de iniciativa popular.

    Entre outras questões, as medidas visam a criminalizar o enriquecimento ilícito, transformar a corrupção de altos valores em crime hediondo e aumentar a eficiência do Judiciário. Ao final de quase sete meses de trabalho, desde que entramos na campanha, conseguimos coletar milhares de assinaturas. Na semana passada, o movimento registrou mais de 1,5 milhão de apoios no Brasil, sendo que o DF foi a unidade da Federação campeã na arrecadação de assinaturas proporcionalmente ao número de eleitores, com 180 mil manifestações. A mobilização agora é para que o Congresso aprove a lei. Enquanto cidadãos, devemos fortalecer essa força-tarefa para limpar o Brasil. Se a situação política se agravar mais, esse terá sido o custo para tirar a nação do buraco.

    Adelmir Santana Presidente do Sistema Fecomércio-DF

  • Destaque da reunião, a palestra do presidente da Cisco do Brasil, Rodrigo Dienstmann sobre os avanços no País da Internet of Everything (IoE – a internet de todas as coisas)

    Como presidente do SINDESEI-DF e representante do Distrito Federal na Câmara Brasileira da Tecnologia da Informação (CBTI) da Confederação Nacional do Comércio (CNC), participei dia 9 de outubro de intenso debate e dinâmica de grupos sobre os desafios do comércio eletrônico em tempos de crise econômica.

    Destaque da reunião, a palestra do presidente da Cisco do Brasil, Rodrigo Dienstmann, sobre os avanços no País da Internet of Everything (IoE – a internet de todas as coisas) mostrou o potencial, tanto de crescimento como de desenvolvimento dos negócios para o varejo, por conta da conexão cada vez maior de equipamentos à internet. “O aumento é exponencial”, frisou.

    “Isso significa na prática que objetos cotidianos, como o nosso carro, a geladeira, a televisão, uma peça de roupa, um equipamento hospitalar podem estar conectados à internet e geram uma transformação do modo como empresas fazem negócios.” O comércio e os serviços podem ter muitos benefícios com essa tecnologia, garantiu.

    Dienstmann deu o exemplo: quando o varejista coloca sensores nas mercadorias do supermercado, fica com a visão em tempo real do que está sendo consumido, em quanto tempo e como se comporta o estoque. Com isso, ele pode planejar suas operações e investimentos. “A internet de todas as coisas cria valor, porque modifica positivamente os processos e os negócios das empresas.”

    Ele destacou finalmente que a IoE pode ser de muita valia para micro e pequenas empresas, que são maioria no Brasil, tendo em vista o barateamento de custo da tecnologia de sensores para conexão à internet estão muito baratas. O pequeno lojista, explicou, pode instalar uma rede de wi-fi, que não se limitará apenas a ser uma ferramenta para dar acesso à internet, vai funcionar como um sensor do movimento da loja, controle de estoque, criação de processos e planejamento.

    Já o presidente do Conselho de E-commerce da Fecomércio-SP, Pedro Guasti, falou sobre as vendas no comércio eletrônico, que globalmente movimentaram US$ 1,5 trilhão, em 2014, chamando a atenção para o recuo na previsão de negócios para o Brasil, que ficará abaixo do comportamento que vinha sendo observado, quando chegou a 30%, há dois anos. “O crescimento projetado para 2015 é em torno de 15%, com faturamento de R$ 41,2 bilhões, que é bom considerando-se que o mercado como um todo”, disse.

    Num balanço da reunião, o coordenador da CBTI, Francisco Saboya, criticou “os gargalos” para o desenvolvimento tecnológico. “O principal deles é não temos uma política nacional de banda larga, o que nos impede de sermos competitivos no mercado mundial”, afirmou. Segundo ele, não dá para fazer uma transação eletrônica com a velocidade de navegação disponível. “Temos uma internet ruim e cara”, sentenciou.

    Para Saboya, por conta de problemas assim, o Brasil perde espaço. Ele citou que 74% dos internautas estão nas redes sociais, mas só 30% dos empresários tem alguma presença nas redes sociais e 13% tem alguma atividade no comércio na internet. “São números desanimadores e que precisam ser revertidos”, afirmou.

    O coordenador disse ainda que a Câmara é um foro de proposição e está realizando um trabalho, que será levado à CNC, visando ações de envergadura nacional, para aumentar o uso de plataforma de e-commerce pelo varejo. O secretário-geral da CNC, Marcos Arzua, concordou com Saboya. “É uma Câmara nova, mas que já alcançou grandes avanços. O objetivo planejado está sendo aos poucos alcançado. Sugestões são sempre bem-vindas porque essa é uma das formas de a CNC se aproximar ainda mais do setor produtivo que representa.”

    Estamos trazendo o assunto para a Câmara de Tecnologia da Informação e Comunicação da FECOMÉRCIO-DF, organismo que está sendo criado no intuito de envolver o setor produtivo de comércio e serviços em TIC e, com o apoio da Federação, pautar as discussões de interesse do nosso mercado.